Do fruto aos derivados: a ascensão do mercado das uvas

Por Lígia Rabello 18/06/2020

  •  Aumento da exportação brasileira;

  • Novos países interessados;

  • Mercado nacional e internacional em alta. 

     Citadas na Bíblia, na cultura grega e romana, as uvas já conquistaram seu espaço de importância há muito tempo. Aparecendo de diversas formas, cores, tamanhos e sabores, a uva tem sido um dos frutos mais exportados e importados pelo Brasil nos últimos anos.

     

     A história da uva no Brasil começa na região sul, no século XIX. Embora seu clima não fosse favorável, a região conseguiu destacar-se como polo de produção. No ano de 1960, o Vale do Rio São Francisco inicia a plantação das primeiras videiras. O clima seco e árido se mostrou propício ao plantio das uvas, e possibilitou que a região seja hoje responsável por 15% do abastecimento do mercado interno nacional, segundo dados da G1 Petrolina.

 

     De acordo com o TradeMap, a Holanda foi o principal importador de uvas do Brasil desde 2015 até 2019. No último ano, o país importou 20 mil toneladas de uvas, equivalente a U$36 milhões. Mundialmente, o Brasil exportou em 2019 45 mil toneladas de uva, equivalente a U$93 milhões. A Europa é o alvo principal da exportação de uvas, e muito se dá por parte da produção de vinhos europeus, mundialmente famosos. As uvas brasileiras produzidas no solo árido do Vale do São Francisco são novidades para os europeus, pois isso não existe por lá, abrindo portas para novas oportunidades de investimento no exterior.

 

      Países como Espanha e Irlanda são países que possuem uma alta no consumo de uvas brasileiras segundo o mesmo site, tornando-se um mercado alvo ainda não muito explorado por exportadores brasileiros, gerando uma oportunidade no mercado. O primeiro importou em 2018, 495 toneladas de uva, equivalente a quase U$998 mil, enquanto no ano seguinte importou 1094 toneladas, com valor de U$2 milhões. O segundo em 2018 ficou responsável pela importação de 143 toneladas de uva, equivalente a U$243 mil, e em 2019, 579 toneladas, valendo U$1,3 milhões.

     

     Tratando-se de mercado interno, a maioria das uvas brasileiras são destinadas para a fabricação do suco de uva. De acordo com dados do Cadastro Vinícola, no primeiro semestre de 2018 houve um crescimento de 34,12% de uvas destinadas para este consumo em relação ao mesmo período do ano anterior. As três maiores cooperativas vitivinícolas (Aurora, Garibaldi e Nova Aliança) produziram 76 milhões de litros de suco, faturando R$462 milhões. A empresa Vinícola Aurora, produtora de suco de uva integral, teve uma produção de 140 mil garrafas de suco em apenas oito meses de 2019, o triplo em relação a 2018. Nestes 8 meses, a empresa foi capaz de exportar para 9 países diferentes, sendo 5 deles novos compradores do produto: China, Argentina, África do Sul, Portugal e Reino Unido.

 

      O Brasil destaca-se na produção e exportação da uva e produtos derivados. Com a alta desse mercado, vemos uma oportunidade de exportação para países que começaram a se interessar pelo produto recentemente. Por ser um mercado com muitos países exportadores, é necessária uma análise mais profunda de onde investir a exportação do fruto e de que maneira fazê-lo.

Fontes:

https://bit.ly/3deijuV

https://bit.ly/2YPXC3t

https://bit.ly/3hGikeC

https://bit.ly/2Bl1cuc

https://glo.bo/3hM1x9R

https://bit.ly/2NpYQND

https://bit.ly/2YeB7pJ

https://bit.ly/3djKzfL

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