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O brilhante mercado das bijuterias e semijóias

 

 

Por Camila Cavagnoli, Gabriela Mendonça, Maria Thereza Dumas e Marina Mello 06/05/2016

       Atualizado por Vitória Godoy Costa 14/03/2019

  • A situação do mercado brasileiro de joias;

  • Recessão provocando mudança no mercado consumidor;

  • A percepção do público internacional em relação às bijuterias e semijoias do Brasil;

  • A internacionalização como meio de melhorar as forças produtivas do setor;

  • Como e para onde  internacionalizar os produtos.

     O mercado mundial de bijuterias, semijoias e joias tem crescido a cada ano. Segundo o relatório da McKinsey Global Institute, a expectativa do crescimento de até 6% ao ano nos próximos anos e que as vendas anuais desse setor cheguem a US$250 bilhões/ano até 2020.

 

    O Brasil é responsável por 0,14% da exportação mundial, ocupando a 34º posição no ranking mundial. Estados Unidos, Argentina, Chile, França e Colômbia são os maiores importadores brasileiros nesse mercado. O segmento latino-americano, avaliado em USD 7,5 bilhões em 2017, é um dos menores do mundo considerando o consumo total, perdendo somente para a região da Australásia (que engloba Austrália e Nova Zelândia), avaliada em USD 3,3 bilhões, demonstrando uma abertura para desenvolvimento e exploração.

    No Brasil, o setor de bijuterias mostra-se bastante promissor. Apesar da recessão econômica que o país tem enfrentado nos últimos anos, ele foi um dos poucos setores que continuou a crescer, sendo responsável por movimentar milhões de dólares ao ano. As bijuterias feitas de materiais como tecidos, palhas, pedras possuem venda anual de 45 milhões de dólares e peças folheadas de ouro ou prata chegam a movimentar 55 milhões anualmente. Em relação à percepção dos produtos brasileiros por parte do público internacional, verifica-se um fato a se destacar: o grande diferencial da produção nacional no mercado mundial é o seu design.

 

     De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), o país possui cerca de três mil empresas de semijoias e bijuterias em atividade, que juntas faturam em torno de R$ 600 milhões. Como já citado, negócios de bijuterias no Brasil possuem perspectivas positivas para o segmento, também em função do seu crescimento em nível nacional. Mesmo com o aumento do custo de vida no país, o setor se mantém forte por se tratar de produtos acessíveis e atraentes.

    O setor de bijuterias possui um mercado bastante diversificado. A classe A, e principalmente a classe B, tradicional mercado desse setor, vêm se mostrando interessadas em trocar o mercado de joias pelo de semijoias. Além disso, o crescimento do poder aquisitivo das classes C, D e E mostrou-se um importante fator para o aquecimento desse setor. Outra alteração do mercado consumidor foi o aumento de vendas para o segmento masculino, que está cada vez mais interessado por esse tipo de acessórios.

    Uma das grandes ameaças ao setor é a concorrência com os produtores em países orientais. Esses conseguem produzir peças com preço reduzido, devido a facilitações tributárias e leis trabalhistas mais flexíveis, além de um material de baixa qualidade, o que permite chegar a um produto final de menor valor e ao mesmo tempo com um bom lucro para as empresas. Entretanto, no Brasil, têm-se poucas políticas públicas de incentivo a esse setor. O mercado da região Ásia-Pacífico, segundo uma pesquisa realizada pela Euromonitor International, representa 53% do consumo dos acessórios do mundo.

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    Quanto à internacionalização, o setor vem abordando, majoritariamente, uma mesma estratégia, disseminada no ramo a partir de 2000. Essa consiste em parcerias com lojas varejistas locais ou lojas de departamento para a distribuição e venda do produto brasileiro. Uma das vantagens dessa estratégia é a não exclusividade com suas parceiras, permitindo maiores possibilidades em suas campanhas e tipos de produtos, além de garantir um volume regular na demanda de seus produtos. Mas, como já foi posto, trata-se de um dos muitos aspectos possíveis envolvendo internacionalizar marcas, produtos e serviços.

    Por fim, quanto a uma análise em relação ao mercado exterior, verifica-se que, para o setor, Portugal, Angola, Itália e Espanha se mostram bem receptivos aos produtos brasileiros. A China, outro destaque, é o país que mais consome semijoias no mundo. O maior destaque foram os Emirados Árabes pois o mercado de pedras preciosas e semipreciosas do país árabe, localizado no Golfo, é superior a 22 bilhões de dirhams, o equivalente a US$ 5,9 bilhões ao ano, de acordo com dados divulgados pela ministra da Economia do país, Lubna Al Qasimi em um congresso da Associação Internacional de Pedras Coloridas, em Dubai.

Fontes

https://bit.ly/2TS99P7

https://bit.ly/2UEornN

https://bit.ly/2UEoxf9