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O brilhante mercado das bijuterias e semijóias

     O mercado mundial de bijuterias, semijoias e joias tem crescido a cada ano. Segundo o relatório da McKinsey Global Institute, a expectativa do crescimento de até 6% ao ano nos próximos anos e que as vendas anuais desse setor cheguem a US$250 bilhões/ano até 2020.

 

    O Brasil é responsável por 0,14% da exportação mundial, ocupando a 34º posição no ranking mundial. Estados Unidos, Argentina, Chile, França e Colômbia são os maiores importadores brasileiros nesse mercado. O segmento latino-americano, avaliado em USD 7,5 bilhões em 2017, é um dos menores do mundo considerando o consumo total, perdendo somente para a região da Australásia (que engloba Austrália e Nova Zelândia), avaliada em USD 3,3 bilhões, demonstrando uma abertura para desenvolvimento e exploração.

    No Brasil, o setor de bijuterias mostra-se bastante promissor. Apesar da recessão econômica que o país tem enfrentado nos últimos anos, ele foi um dos poucos setores que continuou a crescer, sendo responsável por movimentar milhões de dólares ao ano. As bijuterias feitas de materiais como tecidos, palhas, pedras possuem venda anual de 45 milhões de dólares e peças folheadas de ouro ou prata chegam a movimentar 55 milhões anualmente. Em relação à percepção dos produtos brasileiros por parte do público internacional, verifica-se um fato a se destacar: o grande diferencial da produção nacional no mercado mundial é o seu design.

 

     De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), o país possui cerca de três mil empresas de semijoias e bijuterias em atividade, que juntas faturam em torno de R$ 600 milhões. Como já citado, negócios de bijuterias no Brasil possuem perspectivas positivas para o segmento, também em função do seu crescimento em nível nacional. Mesmo com o aumento do custo de vida no país, o setor se mantém forte por se tratar de produtos acessíveis e atraentes.

    O setor de bijuterias possui um mercado bastante diversificado. A classe A, e principalmente a classe B, tradicional mercado desse setor, vêm se mostrando interessadas em trocar o mercado de joias pelo de semijoias. Além disso, o crescimento do poder aquisitivo das classes C, D e E mostrou-se um importante fator para o aquecimento desse setor. Outra alteração do mercado consumidor foi o aumento de vendas para o segmento masculino, que está cada vez mais interessado por esse tipo de acessórios.

    Uma das grandes ameaças ao setor é a concorrência com os produtores em países orientais. Esses conseguem produzir peças com preço reduzido, devido a facilitações tributárias e leis trabalhistas mais flexíveis, além de um material de baixa qualidade, o que permite chegar a um produto final de menor valor e ao mesmo tempo com um bom lucro para as empresas. Entretanto, no Brasil, têm-se poucas políticas públicas de incentivo a esse setor. O mercado da região ásia-Pacífico, segundo uma pesquisa realizada pela Euromonitor International, representa 53% do consumo dos acessórios do mundo.

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    Quanto à internacionalização, o setor vem abordando, majoritariamente, uma mesma estratégia, disseminada no ramo a partir de 2000. Essa consiste em parcerias com lojas varejistas locais ou lojas de departamento para a distribuição e venda do produto brasileiro. Uma das vantagens dessa estratégia é a não exclusividade com suas parceiras, permitindo maiores possibilidades em suas campanhas e tipos de produtos, além de garantir um volume regular na demanda de seus produtos. Mas, como já foi posto, trata-se de um dos muitos aspectos possíveis envolvendo internacionalizar marcas, produtos e serviços.

    Por fim, quanto a uma análise em relação ao mercado exterior, verifica-se que, para o setor, Portugal, Angola, Itália e Espanha se mostram bem receptivos aos produtos brasileiros. A China, outro destaque, é o país que mais consome semijoias no mundo. O maior destaque foram os Emirados Árabes pois o mercado de pedras preciosas e semipreciosas do país árabe, localizado no Golfo, é superior a 22 bilhões de dirhams, o equivalente a US$ 5,9 bilhões ao ano, de acordo com dados divulgados pela ministra da Economia do país, Lubna Al Qasimi em um congresso da Associação Internacional de Pedras Coloridas, em Dubai.

Por Vitória Godoy Costa em 14/03/2019

Fontes

https://bit.ly/2TS99P7

https://bit.ly/2UEornN

https://bit.ly/2UEoxf9