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  • Superávit brasileiro de U$ 27,1 bilhões em 2021

  • Em 2021 a China é o principal parceiro comercial brasileiro

  • China corresponde à 70% do Superávit Comercial Brasileiro

Relações comerciais entre Brasil e China em 2021

Por: Brenda Ferreira 06/07/2021

     Desde a década de 1990 houve um fortalecimento da aproximação econômica entre o Brasil e a China, assim, de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), entre 1995 e 2005 as relações comerciais entre esses dois países foram cinco vezes maiores do que nos anos anteriores. Dessa forma, é possível observar que as relações bilaterais sino-brasileiras vem se estreitando cada vez mais, uma vez que, entre janeiro e maio de 2021 o Brasil acumulou um superávit de U$ 27,1 bilhões, sendo que apenas as transações brasileiras com o país asiático representaram U$ 19,1 bilhões, um aumento de 19,8% comparativamente com o mesmo período de 2020. Ou seja, 70,4% do saldo total do país nesse período, de acordo com o boletim do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). 

 

    Assim, atualmente a China é representada como o principal parceiro comercial do Brasil. O boletim do Icomex destacou que a participação chinesa nas exportações brasileiras teve um aumento, entre o período de janeiro a maio de 2020 e de 2021, de 1,5%. Além disso, também houve uma variação positiva 1,4% no volume de produtos exportados. Ademais, os valores divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), totalizaram entre exportações e importações cerca de U$ 54,614 bilhões entre os primeiros cinco meses de 2021.

 

     Deste modo, o país asiático também se destacou por ter sido o destino final dos três produtos que regem a pauta exportadora brasileira: a soja, o minério de ferro e o petróleo. A partir dos dados apresentados pelo boletim do Icomex sobre a análise por tipo de indústria, fica nítido que em 2021, com um crescimento de 10,3%, a indústria de transformação brasileira lidera o aumento do volume exportado. Porém o Brasil também exportou em grande quantidade produtos como: açúcar e melaços, carne bovina e de aves e celulose.

 

     Além disso, olhando para as importações é possível analisar, de acordo com os dados da Icomex, que o valor nesse âmbito subiu cerca de 20,9%, com um avanço de 17,4% na quantidade de produtos comparado ao período de janeiro a maio de 2020. Assim, esses dados também mostram que a maior variação ocorrida nos preços de exportação comparados com os de importação acarretou um aumento de 20,4% dos termos de troca entre os períodos analisados de 2020 e 2021.

 

    Dessa forma, é possível concluir que a partir desses valores expostos relativos às relações comerciais bilaterais ocorridas entre a China e o Brasil, durante o período de janeiro a maio de 2021, vão fazer com que o fluxo de comércio sino-brasileiro encerre o ano com um saldo superior à cerca de U$ 102, 500 bilhões, de acordo com a Secex. Assim, fica nítido a extrema vantagem de exportar para a China, por conta da sua alta aceitação de produtos brasileiros. Porém esse vasto mercado precisa ser estudado cautelosamente e para isso é necessário um planejamento prévio na hora de exportar, tornando imprescindível uma satisfatória Identificação de Mercado e uma Análise de Mercado, pois elas contribuem para uma internacionalização mais assertiva e eficiente.

Fontes:

https://glo.bo/3wpmhuv

https://bit.ly/2SS00aK

https://bit.ly/2VkhQEj