Novas tendências no mercado de queijos: produtos com alto índice nutricional fazem sucesso em meio a pandemia.

Por Annaluisa Lima  28/01/2021

  • Protagonismo europeu no consumo e produção de queijos;

  • Fechamento dos food services e queda no consumo;

  • Novas tendências e possibilidades de inovação;

  • Expectativas melhores para 2021.

    Desde sempre os queijos têm ocupado um lugar de protagonismo nas culinárias ao redor do mundo. Suas inúmeras variações vão desde o conhecido mussarela até o refinado Camembert de chèvre, enriquecendo as refeições e agradando os diferentes gostos do público. Em especial, destaca-se o povo europeu e os americanos que lideraram o consumo dos últimos anos com US$ 25,9 bilhões consumidos pelos EUA e US$ 11,2 bilhões pela Alemanha em 2019, seguidos da  Itália e da França. Quanto à produção mundial de queijos, os EUA lideraram o último ranking de 2019 com 6,3 milhões de toneladas, seguidos pela Alemanha (3,5 milhões de toneladas) e França (1,9 milhões de toneladas), resultando em uma fatia combinada de 46% da produção global segundo o Indexbox. 

    No que diz respeito ao comércio internacional como um todo, o mercado de queijos vem de um crescimento longo que perdurou desde o início de 2018 até o início de 2020, tendo crescido cerca de 7% ao longo desses anos, segundo a Maximum Foods. Porém, com a chegada da pandemia do coronavírus este avanço foi interrompido uma vez que a necessidade de se proteger resultou no fechamento temporário de bares e restaurantes durante a quarentena. Tal evento, por sua vez, propiciou uma forte retração na demanda interna de produtos lácteos que dependiam vigorosamente das redes de food service.

    Mais além, este contexto pandêmico evidenciou novas tendências globais de consumo alinhadas à preocupação com a saúde. De acordo com a Innova Consumer Survey, 6 a cada 10 consumidores no mundo estão buscando alimentos e bebidas para aumentar a sua imunidade, o que acaba resultando em uma busca maior por produtos à base de água ou plantas. No Brasil, por exemplo, já se encontra uma variedade de produtos como iogurtes, manteigas e queijos à base de plantas. Assim sendo, existe muito espaço para inovação no setor de laticínios em 2021, principalmente no que se refere a produtos com maior densidade nutricional e valor agregado.

    Já no caso brasileiro em específico, as previsões para o ano de 2021, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo, é de que, aos poucos, o mercado volte a reaquecer. Como no fim de 2020 e início de 2021 é época de entressafra da produção leiteira, a menor oferta de matéria prima contribui para um certo equilíbrio em relação à demanda enfraquecida. Além do que, em um cenário mais otimista de retomada do consumo, abre espaço para possíveis altas nos preços dos queijos e demais derivados do leite.

   Em suma, diante do contexto turbulento da pandemia, o mercado queijeiro sofreu algumas perdas em relação à queda de consumo com o fechamento dos food services. Entretanto, novas portas foram abertas e possibilidades inovadoras estão no horizonte.  Apostar em produtos com elevados índices nutricionais é um ótimo caminho para quem quer investir em um novo negócio e obter sucesso. Todavia, a fim de aproveitar as melhores oportunidades do mercado ainda em crescimento e evitar possíveis problemas, é de extrema importância ter em mãos informações e estudos assertivos e confiáveis, bem como o acompanhamento de uma consultoria que guiará e auxiliará o empreendedor durante todas as etapas do processo.

Fontes:

https://bit.ly/3adP4ZV

https://bit.ly/36o56iD

https://bit.ly/2YtB5ta

https://bit.ly/3clK08d

https://bit.ly/39trqJC

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