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Um mercado para se investir: queijos artesanais, naturais e orgânicos

Por Vitória Godoy  24/10/2018

  • O boom do mercado brasileiro de queijos;

  • Europa, Ásia e América Latina como mercados alvos;

  • Característica única dos produtos artesanais brasileiros;

  • Artesanais, naturais e orgânicos são a maior tendência.

     Os queijos sempre estiveram presentes nas mesas de cada família nos mais diversos países. A variação é imensa, para todos os gostos e bolsos, há desde o famoso Parmesão até os mais refinados, como o Brie e o Camembert de chèvre. Mesmo com uma dieta mais restrita ou com intolerância à lactose, os queijos estão presentes: com destaque para aqueles produzidos a partir de leite de cabra, uma vez que possuem menores índices calóricos e menos lactose do que os produzidos a partir de leite de vaca e, assim, são mais fáceis de digerir.

     No Brasil, o mercado de queijo teve um boom nos últimos anos. Desde 2014 ele se tornou alvo de empresas estrangeiras e de investimento em empresas nacionais. Segundo a Associação Brasileira da Indústrias de Queijos (Abiq), a produção de queijos voltou a crescer depois do recuo causado pela crise.

     O mercado de queijos dentro do país teve um crescimento de 45% em 2016, segundo apontou Luís Bueno, responsável pela unidade de queijos da empresa Vigor, em uma entrevista. Ele ressaltou que a categoria ainda é pequena e que nos próximos anos tem uma forte perspectiva de crescimento, independente do contexto macroeconômico brasileiro, pois a base do mercado de queijos ainda tem grande possibilidade para desenvolvimento.

     Os queijos brasileiros são conhecidos internacionalmente por seu DNA típico e seu caráter artesanal. Para confirmar essa informação, Flávia Rogoski, da Bon Vivant, afirma: “A graça do queijo brasileiro é você nunca ter a mesma experiência ao provar um mesmo exemplar porque há muitas variáveis que podem interferir no sabor e aroma. Cada peça tem a sua particularidade”.

     Por conta desse fato, os queijos produzidos no país já tem muito reconhecimento internacional a partir de premiações: como o queijo Estância Capim Canastra que conquistou o segundo lugar no Mondial du Fromage de Tours, um dos principais concursos de queijos do mundo.

     Segundo o The Observatory of Economic Complexity (OEC), o queijo é o 117º produto mais negociado e o 701º produto mais complexo, de acordo com o Product Complexity Index (PCI), que mede a intensidade do conhecimento de um produto considerando a intensidade de conhecimento de seus exportadores. O mercado em 2016 gerou 26,5 bilhões de dólares. A Alemanha é o país que mais exportou o produto em 2016, enquanto o Brasil lucrou 15,7 milhões de dólares, demonstrando que os produtores brasileiros ainda podem explorar muito o mercado, focando na qualidade de seus queijos e aproveitar a pouca saturação de mercados nacionais.  

     Os maiores consumidores de queijos no mundo estão localizados no continente europeu, apresentando um bom mercado para se buscar a internacionalização. Apesar de  que, no continente, se encontram os maiores produtores, o mercado e os consumidores estão sempre à procura de produtos com características próprias que podem ser apresentados pelos produtos brasileiros. Outros lugares interessantes para serem explorados por produtores brasileiros são a América Latina e a Ásia, que se encontram na classificação dos maiores importadores de queijos provenientes do Brasil.

     Um estudo realizado pela revista Dairy Foods Magazine, o 2018 Cheese Outlook Study, aponta que a maior tendência com permanência para 2018 e os próximos anos são queijos que foquem no natural, artesanal e orgânico. Ou seja, dentro do mercado de queijos, esse é o principal setor para se investir para atingir um possível sucesso e, assim, uma maior abertura para a conquista do mercado internacional.

     Apesar da grande possibilidade de expansão de queijos brasileiros para outros países, é importante ressaltar a necessidade de um trabalho de auxílio na exportação. Segundo foi apontado ao longo do texto, diversas localidades apresentam uma boa abertura de mercado, por isso, é importante um direcionamento do produtor para achar o melhor local para que seu produto prospere, além da entender melhor as estruturas políticas, sociais, econômicas e burocráticas do país antes de exportar. Assim, a consultoria desempenha um papel essencial nesse processo.

 

Fontes:

Acesso em 24/10/2018

https://bit.ly/2zeQiBJ 

https://bit.ly/2EGR00i 

https://bit.ly/2D74ReG  

https://bit.ly/2z75fFF