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O promissor Mercado Pet

Por Luís Fernando Iglesias  14/04/2017

  • Brasil no terceiro lugar no setor com maior faturamento do mundo;

  • BRICS com mercado Pet em forte ascensão;

  • Além das rações: os serviços para Pet também prosperam;

  • Mercado e serviços Pet como tendência.

     Em 2016, após a divulgação de um relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população tomou conhecimento de algo um tanto quanto inusitado e interessante: as famílias brasileiras possuem mais animais domésticos do que filhos. Segundo reportagem de junho de 2015, do El País Brasil, a tendência indica que haverá cada vez mais espaço nas casas para os animais e menos para filhos pequenos.

      É nesse cenário que o diverso mercado para Pets vem crescendo de maneira surpreendente no Brasil. Em matéria de faturamento, o país está atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido, com um faturamento de 5 milhões de dólares apenas em 2016, representando um crescimento de aproximadamente 6% em relação a 2015, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET).

     As empresas desse setor são dividas em quatro grandes segmentos: primeiro, o de “Pet Food”, que diz respeito à alimentação (rações, biscoitos e petiscos em geral), e é responsável por 67,6% do faturamento. Depois, o de “Pet Serv”, com  serviços de adestramento, comércio, hotéis e creches, tem 16,2% de participação. Os segmentos de “Pet Vet” e “Pet Care”, cada qual com uma fatia de 8,1% no faturamento total, focam, respectivamente, em medicamentos veterinários e produtos ou acessórios animais.

     Ao redor do mundo, a situação não é diferente. Segundo matéria do portal financeiro “The Balance”, de fevereiro de 2017, o mercado envolvendo produtos para Pets virou tendência em vários países e, desde os anos 2000, o setor passou a ter um crescimento exponencial, movimentando em 2010 mais de 80 bilhões de dólares em plena recessão global. A matéria elenca alguns dos países aquecidos no setor para além dos EUA e do Reino Unido, como China, Índia, Rússia e Brasil.

     Os atrativos para o mercado chinês baseiam-se, principalmente, quanto aos números, pois é o país com a maior população de animais domésticos do mundo. Além disso, como lá o setor começou a eclodir já em meados de 2001 é um dos que mais crescem na China contemporânea. Os chineses passaram a considerar cães, gatos e outros pets como membros da família, dispondo-se a gastar mais dinheiro com os bichinhos.

     Paralelamente, na Índia, as taxas de crescimento no setor Pet superam expectativas. As previsões de crescimento chegam por volta dos 15% ao ano, mais que o dobro do crescimento brasileiro. As mudanças na realidade dos indianos, com  rotinas cada vez mais apertadas, levaram os donos de Pets a trocarem comidas caseiras por rações prontas. Trata-se, portanto, de uma indústria que encontra-se em fase inicial e está apenas esperando para ser aproveitada.

     Outro país que tem testemunhado a ótima ascensão do mercado Pet é a Rússia, que em 2011 contou com um investimento de 48 milhões de dólares da Nestlé por meio da abertura de uma fábrica voltada à comida para os animais. No mesmo ano, a filial russa da marca Royal Canin divulgou que havia aumentado em mais de 30% seu lucro líquido.

     O mercado que engloba alimentação, serviços e “mimos“ aos Pets está em crescimento em diversos cantos do planeta, explicados por  diferentes motivos. Uns pela quantidade, outros pelo afeto,todos parecem dedicar-se para melhor servir grandes amigos de estimação. A internacionalização inovadora de produtos e de rações são extremamente bem-vindos aos mercados estrangeiros e podem ser uma saída à forte recessão econômica que atinge o Brasil.