Macaxeira, aipim, mandioca: a mandiocultura no mercado internacional

Por Letícia Alencar  19/02/2021

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  • Mandioca como origem de diversos alimentos;

  • Fácil adaptação climática e ao solo;

  • Superávit da balança comercial brasileira;

  • Estados Unidos como maior comprador da mandioca brasileira;

    Cultivada em todo o Brasil e considerada um alimento de subsistência, a mandioca, também conhecida como macaxeira ou aipim, pode ser  utilizada tanto sua raiz, como sua folha e a fécula (amido), dando origem à produção de tapioca, beiju, carimã, tucupi, entre outros produtos alimentícios. Apesar de ser considerada um dos alimentos mais consumidos no mundo, a mandioca tem seu uso não somente para alimentação ou na indústria alimentícia, como possui também tem uma importância nas indústrias químicas, têxteis, de papel e papelão e de frigoríficos, de forma que sua capacidade de adaptar-se a diferentes solos e climas tem intensificado sua produção no mundo.

 

     Segundo uma pesquisa realizada pelo Departamento de Economia Rural (DERAL), o principal produtor mundial de mandioca é a Nigéria, país que possui sua produção voltada principalmente para o mercado interno e que atingiu, em 2018, uma produção de mais de 59 milhões de toneladas (FAOSTAT, 2020). A Tailândia assume como segundo maior produtor, com uma produção de 31 milhões de toneladas de mandioca em 2018 (FAOSTAT, 2020) voltada principalmente para a industrialização e o mercado internacional, de forma que o país é também o principal exportador da mandioca, e tem como principais destinos os Estados Unidos e a China.

 

   No Brasil, dados levantados pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) apontam um aumento na produção da mandioca entre 2019 e 2020, chegando a uma produção de 18,9 milhões de toneladas em 2020. Uma análise realizada também pela CONAB indica que as exportações brasileiras da raiz da mandioca apresentaram o segundo melhor resultado do ano em novembro de 2020 na balança comercial, alcançando um superávit de 37 mil dólares. Ainda em novembro de 2020, a balança comercial da fécula da mandioca apresentou o melhor resultado dos últimos anos, com um saldo de 1.411.685 dólares.

 

      De acordo com o ETENE (Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste), a diminuição do consumo interno da fécula de mandioca favoreceu as exportações brasileiras, de forma que os estados brasileiros que mais exportaram a fécula da mandioca em 2018 foram o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os principais compradores da fécula de mandioca brasileira em janeiro de 2021 foram os Estados Unidos (US$ 290.173), África do Sul (US$ 84.000) e Venezuela (US$ 55.625) (CONAB, 2021). Já os principais compradores da raiz da mandioca brasileira no mesmo mês foram Estados Unidos (US$ 16.917), Canadá (US$ 768) e Emirados Árabes (US$ 585) (CONAB, 2021).

 

      Com a mandiocultura estabelecendo cada vez mais sua importância e impacto no mercado internacional e em meio aos avanços da agricultura brasileira, o grande potencial de exportação da mandioca oferece uma oportunidade aos produtores brasileiros de expandir seu negócio e se inserir no mercado internacional. Uma análise e acompanhamento especializado voltados a uma internacionalização de qualidade são essenciais para esse processo, e uma consultoria internacional pode garantir uma inserção internacional mais segura e com melhores resultados.

Fontes:

https://bit.ly/2NFweDp 

https://bit.ly/3qwdNiV 

https://bit.ly/2OPNAxL

https://bit.ly/37qh63J

https://bit.ly/3sdv5BE 

https://bit.ly/3s3xajE