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Hidrogênio verde: aposta brasileira no mercado verde

     Conforme a urgência em combater as mudanças climáticas, cresce a busca por novas fontes de energia que consigam reduzir a participação dos combustíveis fósseis, reduzindo, assim, as emissões de gás carbônico. Como a demanda da sociedade por energia não cairia junto com a redução de uso desses combustíveis, é necessário encontrar substitutos mais amigáveis ao meio ambiente; e aí entram as energias renováveis.

As energias renováveis estão ganhando espaço e força no debate público nos últimos anos

        Segundo a CNN Brasil, o Brasil é um dos países de referência no uso de fontes renováveis em sua matriz elétrica. Dados de 2020 do Ministério de Minas e Energia apontam que pouco mais de 80% da matriz é renovável. A participação no país é superior à média global: em 2019, as renováveis tinham cerca de 25% de participação na matriz elétrica mundial e menos de 15% na energética, enquanto no caso brasileiro, a participação é de 83% e 46%, respectivamente (Agência Internacional de Energia).

Hidrogênio verde surge como forte candidato para substituir os combustíveis fósseis

      Recentemente, o hidrogênio verde tem ganhado espaço e atenção nesse processo. Esse tipo de hidrogênio é considerado a “energia do futuro”, com potencial de uso em diversas áreas, e o Brasil possui condições para se beneficiar dessa nova tendência - tanto para a geração para mercado interno quanto externo. A capacidade de exportação é ainda mais favorecida pela proximidade de mercados consumidores potenciais grandes, como Europa e Estados Unidos.

O Brasil desponta como um país de grande potencial nesse mercado, tanto produtor quanto exportador

        É nesse sentido que a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Porto de Pecém, no Ceará, já planeja ter uma zona dedicada exclusivamente para abrigar fábricas produtoras de hidrogênio. Segundo Eduardo Neves, presidente da ZPE, “a ideia é que o hidrogênio fique em uma área livre de tributação, e que os tubos já saiam das ZPE direto para o porto para que ele possa ser exportado”.

      Tendo isso em vista, pode-se concluir que, não apenas o hidrogênio como diversas outras fontes de energia renovável emergentes representam uma aposta promissora para os próximos anos. Desta forma, para uma inserção internacional assertiva, a atuação de uma consultoria é essencial, por exemplo, para a identificação do melhor destino para a exportação.

Por Luiza Chucre em 02/02/2022

 

Fontes:

https://bit.ly/3geUwiy

https://bit.ly/3oeG5iT

https://bit.ly/3AQ8OzH