Em meio a alguns desafios, estratégias inovadoras são lançadas no mercado de feijão

Por: Annaluisa Lima, 12/03/2021

  • Alto valor nutricional o faz opção da população mais carente;

  • Mercado novo e pouco explorado, mas com potencial de desenvolvimento;

  • Destaque brasileiro na produção e consumo do grão;

  • Novas estratégias surgem frente às dificuldades do mercado.

     O feijão é uma importante fonte de energia, com baixo teor de gordura e, certamente, um ingrediente fundamental na cozinha brasileira. Além de compor uma parte significativa na dieta da população brasileira, em especial a mais carente, é um produto que agrada muitos públicos. Entre suas variedades, os mais populares são o feijão preto, o carioca, o branco e o caupi.

 

      No que se refere ao âmbito internacional, o mercado do feijão ainda é pouco explorado por uma série de motivos. Primeiramente, trata-se de um produto com baixa relevância global visto que não possui tanta popularidade entre os países desenvolvidos. Além disso, os grandes produtores mundiais, como Ìndia, Brasil, China e Estados Unidos, são também responsáveis pela maior parte do consumo e importação do feijão, não restando uma quantidade significativa de excedente para exportação, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).

     Já no que diz respeito ao Brasil, o país se coloca como um importante produtor e consumidor de feijão. A região Sul se destaca como a maior produtora regional, com uma previsão para 2021 de aproximadamente 850,8 mil toneladas,  aumento de 3,5% em relação ao ano de 2020, segundo a CONAB. Mais além, segundo o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), em 2019, o país embarcou mais de 165 mil toneladas do produto e faturou US$ 111 milhões - alcançando o maior volume de exportação de  feijão da história - evidenciando o potencial de crescimento deste mercado.

    Outro aspecto importante é que devido a mudança dos hábitos alimentares da população brasileira, outros produtos estão ganhando destaque. Exemplo disso são as produções orgânicas que cada dia são mais aceitas e se tornam opção de muita gente. Outra tendência observada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) são produtos, pães e biscoitos, fabricados a partir da farinha de feijão caupi, além do hambúrguer de feijão, produzido a partir do feijão branco e carioca, que é rico em fibras e proteínas, e pode ser muito apreciado pelos veganos.

      Quanto a previsão do mercado de feijão para 2021, a área plantada no Brasil pode aumentar levemente, porém, em detrimento da pandemia, a produtividade pode recuar. Ademais, com base nos dados atuais, a CONAB estima uma produção nas três safras de 3,126 milhões de toneladas, taxa, esta, semelhante ao consumo. Entretanto, caso esse valor varie, o Brasil provavelmente terá que importar o grão de outros países em função da alta demanda.

    Assim sendo, apesar do mercado de feijão ainda enfrentar alguns desafios dentro e fora do Brasil, seu potencial de desenvolvimento é evidente e clama por investidores. Investidores estes que, com o auxílio de estudos atualizados e bem fundamentados como os da Prisma, saberão lidar com esses entraves ao mesmo tempo em que aproveitarão as melhores oportunidades de crescimento para lucrar.

Fontes:

https://bit.ly/38zn9n4 

https://bit.ly/3vhvO7t

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