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Cúpula do G20: Principais destaques

O que é o G20?

        O grupo dos 20 é um grupo composto por 19 países junto da União Europeia, de modo que seus membros representam cerca de 85% do PIB global e cerca de dois terços da população mundial. O mesmo foi fundado em 1999 após a crise financeira asiática como um fórum para a discussão de questões econômicas e financeiras globais.

        A cúpula do G20 realiza-se anualmente, sob a liderança de uma Presidência rotativa. O grupo inicialmente se concentrou em grande parte em questões macroeconômicas amplas, mas desde então expandiu sua agenda para incluir comércio, desenvolvimento sustentável, saúde, agricultura, energia, meio ambiente, entre outros.

        Sendo assim, o G20 atualmente se configura como o principal fórum de cooperação econômica internacional, exercendo um papel significativo na formação e fortalecimento da arquitetura e governança globais.

A cúpula de 2023

         Sob a atual presidência da Índia, a cúpula do G20 deste ano ocorreu em Nova Délhi nos dias 9 a 10 de setembro.

O encontro foi dividido em três sessões. Em primeiro lugar a "Preservação do planeta", voltada para discussões sobre desenvolvimento verde e sustentável, meio ambiente e clima, estilos de vida sustentáveis, transições energéticas e “global net zero”. Em seguida a sessão de "Proteção de nossas pessoas" com o objetivo de pensar questões como crescimento inclusivo, progressos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). E também a "Promoção de um futuro melhor", com pautas sobre transformações tecnológicas, infraestrutura pública digital, reformas multilaterais e futuro do trabalho e emprego.

         Além dos países membros, participaram como convidados da Cúpula, os líderes de Bangladesh, Egito, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Maurício, Nigéria, Omã, Países Baixos, Singapura e União Africana.

Novo membro e desfalques

           Um grande destaque na cúpula de 2023 foi a adesão da União Africana (UA) ao Grupo dos 20.

O convite se deu por parte do primeiro-ministro indiano Narendra Modi, com a afirmação de que a adesão fortalecerá o G20 e a vos do Sul Global. Desse modo, como novo membro, a União Africana, bloco composto por 55 Estados-membros, passou a ter no grupo o mesmo estatuto que a União Europeia, o único bloco regional com membros de pleno direito.

         Contudo, a reunião também contou com dois importantes desfalques. Os líderes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia não compareceram à cúpula. Assim, a presença chinesa se deu por conta do primeiro-ministro Li-Qiang, uma vez que a ausência de Xi Jinping ocorreu em meio a uma crise diplomática entre a China e a Índia, país sede do encontro. Isso porque, no final de agosto, um mapa publicado pelo governo da China gerou entraves com o governo indiano por modificar as fronteiras, que contam com regiões disputadas há décadas entre os dois países.

          Já o não-comparecimento de Putin, que também não participou de demais  encontros como a Cúpula do BRICS, se dá em um contexto de tensões geopolíticas devido à Guerra Russo-Ucraniana. O país foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.

Aliança Global de Biocombustível

   Em meio a Cúpula do G20, Brasil, Estados Unidos e Índia lançaram a Aliança Global de Biocombustíveis.

A iniciativa, que já conta com mais de 16 países, possui o propósito de impulsionar a produção e o uso de biocombustíveis, sobretudo do etanol, como uma fonte de energia alternativa menos poluente que os combustíveis fósseis. Assim, a ideia da aliança é de que essas fontes sejam cada vez mais usadas globalmente, não só no transporte automotivo, mas também em aviões e embarcações.

  O Brasil é o segundo maior produtor de biocombustíveis do mundo, atrás apenas  dos Estados Unidos. A Índia por sua vez, ocupou recentemente o terceiro lugar, após maiores iniciativas do o governo Modi nessa alternativa energética, processo que contou com o apoio do governo e do setor privado brasileiros através de acordos de cooperação.

   Desse modo, um mercado mundial mais desenvolvido na questão dos biocombustíveis pode ser bastante interessante para o Brasil, que se configura como liderança na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar. Nisso, Plínio Nastari, presidente da Datagro Consultoria e integrante do Conselho Nacional de Política Energética, exemplifica que o país poderá, por exemplo, exportar carros flex (movidos a gasolina e etanol) e tecnologia.

Brasil à frente do G20 em 2024

  O Brasil tomará posse da presidência do G20 no final deste ano, em 1 de dezembro. Dessa forma, a próxima Cúpula dos Líderes acontecerá no Rio de Janeiro e está prevista para os dias 18 e 19 de novembro de 2024.

Este ano, a liderança Indiana liderou a redação do documento da Cúpula colocando pautas favoráveis aos países em desenvolvimento, além da proposta de reforma das organizações financeiras multilaterais com o aumento da concessão de crédito aos países mais pobres e vulneráveis às crises climáticas. Tais pautas continuarão como agenda prioritária do Brasil no G-20 do ano que vem.

   Sem dúvidas, a liderança do grupo conta com muitos desafios a serem enfrentados, e com o avanço da agenda de descarbonização e transição energética por meio de negociações em blocos e iniciativas do setor privado, é importante que o Brasil participe ativamente da construção dessa nova economia.

Por Clara Cazzaniga em 28/09/2023

Fontes:

https://encr.pw/Jwixd

https://encr.pw/v0q6I

https://acesse.dev/dlp4p

https://acesse.one/rrEUQ

https://l1nq.com/ZLoan

https://acesse.dev/7k6HO

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