A recuperação do comércio bilateral Brasil-EUA pós pandemia

Por: Luiza Chucre, 18/08/2021

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  • 2020 foi marcado por uma profunda contração do comércio entre Brasil-EUA;

  • Recuperação econômica estadunidense pós pandemia de Covid-19;

  • Avanço das importações e exportações brasileiras para os Estados Unidos;

  • Quatro dos cinco principais produtos da pauta exportadora desse comércio fecharam com altas consistentes no 1º semestre de 2021.

   O ano de 2020 foi marcado por uma profunda contração do comércio bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos, parceiros desde 1935, quando foi assinado o Acordo Comercial Brasil-Estados Unidos. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério da Economia, as exportações brasileiras caíram 27,8% em relação a 2019 e, em termos absolutos, os Estados Unidos foram o parceiro mais afetado entre os principais sócios do Brasil. Os efeitos negativos provocados pela pandemia e a queda do preço internacional do petróleo ajudam a entender a contração das trocas comerciais. Além disso, o comércio entre os países é formado, sobretudo, por produtos de maior valor agregado, os mais afetados pela crise mundial.

 

    Após atingir em 2020 a mais baixa marca dos últimos 11 anos, o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos vem se recuperando graças, principalmente, a uma forte expansão das exportações brasileiras. No último trimestre do ano passado foi registrada a menor taxa de contração das exportações brasileiras para os Estados Unidos no ano, apontando para uma trajetória de recuperação em 2021.

 

   Segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA da Amcham Brasil, as exportações brasileiras avançaram 32,9% e as importações aumentaram 8,7% em relação ao mesmo período de 2020, o que mantém os EUA como o segundo maior parceiro do Brasil no comércio de bens, atrás da China. O estágio avançado de vacinação e os pacotes governamentais de estímulo norte-americanos aumentaram a demanda externa, inclusive por produtos importados do Brasil. As exportações brasileiras para os EUA, no primeiro semestre de 2021, representaram 9,8% das exportações totais do país no período.

 

   Em maio, a recuperação, que já vinha se confirmando nos primeiros meses deste ano (2021), ganhou consistência entre os cinco principais produtos da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos. De acordo com o Comex Stat, quatro destes cinco fecharam o período com altas consistentes: produtos semiacabados de ferro ou aço (alta de 78,0%), petróleo (alta de 26,7%), aeronaves (aumento de 75,6%) e café não torrado (alta de 14,8%). Do lado estadunidense, também quatro itens apresentaram altas consistentes: motores e máquinas não-elétricos (17%), gás natural (aumento de 752%), demais produtos da indústria de transformação (4,69%) e aeronaves (forte alta de US $108%).

 

     Diante do cenário positivo no qual se encontra o comércio bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos, é fundamental a construção de uma estratégia e mapeamento eficaz de exportação. Uma consultoria internacional, nesse momento, pode direcionar seu produto mais assertivamente dentro do país, garantindo uma melhor atuação no mercado exterior, com uma Análise de Mercado ou uma Lista de Compradores. 

 

Fontes:

https://bit.ly/3xJAlQa

https://bit.ly/3AFQ5FI

https://bit.ly/37JE05T

https://bit.ly/3sd2cad