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A Castanha do Pará: da Amazônia para o Mundo

Por Maria Augusta Prado  04/02/2021

  • Em ascensão no mercado mundial;

  • Tipicamente brasileira;

  • Popular por suas mais diversas funções

   Nativa da floresta amazônica, a Castanha do Pará é mencionada e exaltada desde escrituras religiosas, naturalistas e descritivas dos primeiros portugueses a chegarem ao Brasil. Tamanha atenção não é à toa, a árvore da castanheira-do-pará é uma das maiores da Amazônia, podendo atingir de 30 a 45 metros de altura. 

    Todavia, o interesse por esta não se limitou a 1500. Atualmente, a internacionalmente conhecida como “Brazil Nut”, tem como seu principal importador a Bolívia, com quase 50% de consumo no mercado de exteriorização, além da alta demanda nos Estados Unidos e Europa, principalmente nas épocas festivas, de acordo com as pesquisas da USP.

    Sendo mais conhecida pela culinária, como a farofa doce, os biscoitos, bolos e granolas, a Castanha do Pará também atende diversos outros campos.  Como por exemplo o da saúde, incluindo seus benefícios antioxidantes que auxiliam na prevenção de Parkinson, para o bom funcionamento da Tireóide e aumento da imunidade; sem contar o ramo dos cosméticos e autocuidado. Sua popular função hidratante faz, junto com outros produtos de beleza “made in Brazil”, uma expressiva parte do faturamento anual de 100 milhões de reais para o grupo Health & Personal Care, especializados na produção de óleos e extratos a base de frutas e sementes. O diretor da empresa diz: "O rótulo de exótico agrega cada vez mais valor no mercado externo", principalmente quando considerado que dos milhares de  clientes, cerca de 60% estão fora do país.

   O interesse do exterior, tem uma rápida resposta interna do território brasileiro. De acordo com a matéria do Globo Rural, há um Plano estratégico de Emater, Embrapa e Fundação Jari de plantar 2 mil hectares de castanheiras em 3 anos a partir de 2020: “Os parceiros estão estruturando um processo de inovações tecnológicas e estratégias de mercado que abrange produção, distribuição, beneficiamento e comercialização da castanha, um dos principais produtos florestais não madeireiros de exportação do país”. Junto a isso, para além do grande potencial de exportação, possui também lucratividade, uma vez que, segundo o diretor da Embrapa, Walter Paixão, 5 toneladas de de castanha do Pará valem, em média, 30 milhões de reais.

  Os principais Estados produtores brasileiros em 2019 são: o Amazonas em primeiro lugar, que produziu 12,1 toneladas, o que equivale a 37% da produção do país, logo depois vem o Acre, produzindo 7,2 toneladas e o Pará com 6,9 toneladas, dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS). Com isso, o Brasil é o segundo maior produtor mundial de Castanha do Pará, equivalente a 40% do abastecimento do mercado internacional.

    Apesar de algumas quedas no mercado devido a Pandemia, logo no início de 2021 a Castanha do Pará já é apontada como um produto em ascensão no quesito oferta e compra. Em meio a tantos destinos de forte interesse pela Castanha, é mais do que necessário um estudo um estudo produzido por uma Consultoria Internacional, que pode guiar de forma mais precisa e objetiva para o empresário ter o maior sucesso com sua exportação

Fontes:

https://glo.bo/3pOiXGF

https://glo.bo/2YQvuxy