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Exportações de carne suína - uma aposta para 2020

Por Isabella Reis 20/12/2019

  • A posição brasileira no mercado internacional de carne suína

  • Projeções econômicas para 2020

  • A PSA e o papel da China nas exportações brasileiras 

  • Oportunidades na América do Sul

     Com média anual de 15,5 quilos consumidos por pessoa segundo o Portal Sebrae, a carne suína é a mais consumida em todo o mundo. Além de projeção internacional, este tipo de carne também apresenta boa aceitação no Brasil, uma vez que a produção nacional cresceu 134,7% entre 1995 e 2012, ainda segundo o Portal Sebrae, e a expectativa é de que até o final de 2019 cresça 4,9% - o que manterá o Brasil na posição de quarto maior produtor e exportador do produto. Esses índices são animadores para quem deseja investir na suinocultura, uma boa aposta para o ano de 2020. 

    José Zeferino Pedrozo, Presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), apontou em comentário para o site Suinocultura Industrial, que há indicadores macroeconômicos positivos, tais como inflação sob controle, juros baixos, risco-Brasil em queda, que corroboram para um sentimento geral no mercado e na sociedade segundo o qual 2020 representará um longo período de crescimento econômico de modo geral. Pedrozo aponta que as exportações do agronegócio continuarão elevadas, especialmente nos segmentos de carnes e grãos, e no mercado externo está a grande saída para projeção internacional brasileira.

Ao longo de 2019, de janeiro a novembro, as exportações de carne suína renderam US$1,4 bilhão para o Brasil, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), montante que representa 27,9% a mais do que se comparado com o período correspondente em 2018. A China absorveu 32,7% desse total. 

     Desde a crise de Peste Suína Africana (PSA) na China, no segundo semestre de 2018, o país, responsável por quase metade da produção mundial de carne suína, têm investido muito na importação deste produto para suprir as demandas do mercado interno, tendo aumentado de 1,56 milhão de toneladas importadas em 2018 para 2,6 milhões em 2019, aponta o Anuário 2020 da Suinocultura Industrial. A projeção para 2020 é que este número apenas aumente - segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as importações chinesas devem crescer em 35%. Este cenário é bastante favorável para o Brasil, visto que a China é o maior importador de carne suína brasileira, tendo representado praticamente 33% das exportações realizadas em 2019, como apontado anteriormente. 

     Da mesma forma, as exportações para os principais mercados da América do Sul também demonstram crescimento. Houve um aumento de 38,4% nas exportações brasileiras de carne suína para o Chile - terceiro maior destino deste tipo de produto, segundo o Anuário 2020 da Suinocultura Industrial. Ao todo, os países sul americanos devem absorver 16% das exportações suínas brasileiras em 2019, se mostrando um mercado interessante para investimentos no próximo ano. Ambos os dados foram apontados no Anuário 2020 da Suinocultura Industrial. 

     De modo geral, observa-se um cenário promissor para a indústria de carne de porco no Brasil, especialmente quando se trata de exportações. Além do mercado chinês, forte consumidor desta proteína, há focos a serem explorados na América do Sul, visto o crescimento bastante acentuado observado nas importações brasileiras no Chile. 

 

     Além disso, a restrição da União Europeia à importação de carne bovina brasileira pode abrir espaço para a exportação de suínos, desde que estes atendam às exigências dos países compradores - principalmente sobre controle de qualidade, aponta o Portal Sebrae. Assim, é possível inferir que o mercado da suinocultura se mostra promissor para o ano de 2020. 

 

    Para o empresário que se interessar em explorar esse nicho, entretanto, são necessários alguns passos que podem ser sanados por meio de uma consultoria internacional. Por exemplo, no caso citado da União Europeia, seria necessária uma pesquisa de Identificação de Mercados para averiguar se há, efetivamente, esse novo espaço para suínos. Até mesmo mercados consolidados como importadores, tais quais a China e o Chile, exigem uma pesquisa acerca das Regulamentações e Tarifas exigidas para concretizar a exportação. 

Fontes:

https://bit.ly/2Mhfv5B

https://bit.ly/36TN4CB

https://glo.bo/2Z79ca7

https://bit.ly/2Q25n1I

https://bit.ly/38YCHiY