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    O cajueiro (Anacardium occidentale) é uma planta típica da América tropical. Sua produção nacional está concentrada na região semiárida do Nordeste (99,5%), principalmente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí; constituindo uma importante fonte de renda e empregos no período de seca, durante os meses de outubro a março. 

     A cajucultura é versátil, dela podem ser gerados diversos produtos, como a castanha de caju, a amêndoa obtida a partir da extração da casca; o pedúnculo, que normalmente tratamos como a fruta; e o líquido da castanha de caju, obtido após um processo industrial. 

Principal produto derivado e sua exportação

     O principal produto derivado do carujeiro exportado pelo Brasil é a castanha de caju sem casca - correspondendo o total de 11.424 toneladas no ano de 2017, segundo o relatório do Banco do Nordeste -, cujo notável comprador são os Estados Unidos: no ano de 2019, eles receberam 37% da castanha de caju brasileira.

Crescimento de 5,25% das exportações da castanha de caju sem casca entre 2014 e 2018

     Em um período de quatro anos, entre 2014 e 2018, a internacionalização do ACC brasileiro teve crescimento de 5,25% no critério de valor, variando de 110,3 milhões de dólares para 116 milhões, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).  No entanto, a participação brasileira no mercado mundial da amêndoa ainda é baixa, constituindo apenas 2% da produção, segundo dados de 2017.

90% da produção mundial do pedúnculo do caju é brasileira

     Ainda de acordo com o relatório do Banco do Nordeste, o Brasil representou cerca de 90% da produção mundial do pedúnculo de caju no ano de 2017, o equivalente a 1.542 mil toneladas. Além disso, também há o líquido extraído da castanha, cujo interesse dos Estados Unidos cresceu cerca de 67% entre os anos de 2018 e 2019, conforme o Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN-Ce).

Projeção de crescimento anual mundial de 5,7% até 2024

 

     É possível observar a possibilidade de investimento na cajucultura, pois esse setor tem uma projeção de crescimento anual mundial de 5,7% até 2024, segundo dados do relatório do Banco do Nordeste, uma vez que seus produtos são utilizados em diversos setores, além de estarem presentes em dietas naturais e vegetarianas, uma tendência mundial. Outro ponto a ser avaliado é a sustentabilidade deste produto, que não necessita de controles agrícolas nem conservantes para sua plena atividade - um ponto positivo na atual onda verde observada no mercado internacional.

Importância de uma consultoria internacional

    Dado os fatos apresentados, uma consultoria internacional seria benéfica na busca pelo máximo aproveitamento deste produto tipicamente brasileiro, versátil, sustentável e amplamente desejado pelo mercado mundial. 

Por Lorenza Diniz em 15/10/2020

Fontes:

https://bit.ly/36vqn9f

https://bit.ly/36AN1gD

https://bit.ly/32EqZIy

https://bit.ly/35sx78z

https://bit.ly/35ulzls

Caju: a riqueza do sertão nordestino