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 BRICS em Expansão: a Cúpula de
2023 e Novos Membros

O que é BRICS?

    A sigla que compila as iniciais dos países-membros da organização - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, respectivamente - nomeia o grupo internacional que, a partir de 2006, passa a promover encontros para discutir sobre suas economias emergentes no cenário internacional contemporâneo e, assim, proporcionar um ambiente de cooperação entre eles. O termo BRICS na verdade foi criado pelo economista britânico Jim O’Neill mesmo antes da fundação do bloco em 16 de junho do ano de 2009. Dessa forma, apesar de seu caráter relativamente informal em certos pontos, os cinco países do Sul Global realizam cúpulas para discutir sobre temas relacionados à economia e cooperação cultural/científica, além de incentivar o debate sobre questões pertinentes a ambas as realidades nacionais e internacionais de cada um.

 

A Expansão: o que isto representa?

    Recentemente, foi noticiada a expansão do bloco com o convite para a adição de mais seis países-membros que já haviam demonstrado interesse em fazer parte do grupo: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã, Argentina, Egito e Etiópia. A decisão foi tomada após meses de grandes negociações entre os países-membros e foi oficializada na 15ª Cúpula dos BRICS que ocorreu entre os dias 22 e 24 de agosto de 2023, sendo anunciada pelo anfitrião da reunião, o presidente Cyril Ramaphosa (África do Sul), em Joanesburgo. Assim, os países convidados para integrar o grupo irão formalizar sua participação oficial no dia 1º de janeiro de 2024.

    A grande questão que paira este acontecimento gira em torno dos próprios países fundadores: seria isto um risco para o Brasil? Por ter sido um processo liderado pela China, seria ela a maior beneficiada com esta expansão? As relações entre os países serão as mesmas que aquelas encontradas atualmente após a conclusão deste processo? Mesmo com a criteriosidade brasileira para que os procedimentos de expansão fossem colocados em prática, é iminente a visão de um cenário internacional que poderá movimentar as relações entre os países, contribuindo ou não para cada uma das conjunturas e estruturas dos membros.

 

Grandes expectativas e um futuro incerto

    Apesar das especulações sobre a China ser a grande favorecida de todo o processo, a medida de adesão dos novos membros incorre em promover uma agenda de maior cooperação e de resistência contra o grupo dos países com economias mais avançadas, o tão conhecido G7 que incorpora os Estados Unidos, por exemplo. O BRICS, por ser um bloco econômico reconhecido pela certa “rivalidade” com o G7, as análises colocam que haverá a possibilidade de enfrentamento da China ao utilizar dos ressentimentos e hostilidades que cada país do grupo para promover interesses próprios e combater o chamado e considerado “mundo desenvolvido”. É visto um cenário de grandes expectativas e esperanças, mas é inegável o horizonte turvo e nebuloso que aguarda as questões do grupo no futuro.

Por Bianca Alves em 12/09/2023

Fontes:

https://bbc.in/3ZiUYBU

https://bit.ly/3Zm4FQk

https://bit.ly/3Pk1OCP

https://bit.ly/3ZmyW1o

https://bit.ly/3EFwglK

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