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     Nos últimos anos, as relações comerciais entre o Brasil e a China têm se aprofundado significativamente, culminando em novos pactos estratégicos que refletem interesses econômicos e geopolíticos de ambas as nações. Esse movimento tem implicações relevantes não apenas para a economia brasileira, mas também para a dinâmica global do comércio e das relações internacionais. Neste artigo, exploraremos os principais impactos desses acordos, dividindo a análise entre as esferas nacional e mundial.

 

Impactos na Economia Brasileira: 

 

Fortalecimento das Exportações

     A China é, desde 2009, o principal destino das exportações brasileiras. Com os novos acordos, há uma intensificação desse fluxo, sobretudo em setores como o agronegócio (soja, carne, milho), mineração (minério de ferro, lítio) e energia (petróleo, etanol). Esse crescimento contribuiu positivamente para a balança comercial brasileira, gerando superávits e aumentando a entrada de divisas.

 

Atração de Investimentos Diretos

     Os pactos comerciais frequentemente incluem dispositivos que facilitam o investimento direto chinês em setores estratégicos brasileiros. Isso tem se traduzido em suportes significativos na infraestrutura (portos, ferrovias), energia (parques solares e eólicos) e tecnologia (5G, semicondutores). Tais investimentos contribuem para a modernização da economia e a criação de empregos, além de incentivar a transferência de tecnologia em algumas áreas.

 

Impactos na Economia Mundial

 

Desdolarização e Nova Arquitetura Financeira

     O uso crescente de moedas locais nas trocas comerciais entre China e Brasil faz parte de um processo mais amplo de desdolarização. Esse movimento desafia a hegemonia do dólar como moeda global de referência, impulsionando uma nova arquitetura financeira internacional que favorece maior autonomia monetária entre países emergentes.

 

Reconfiguração das Cadeias Produtivas Globais

     Os pactos sino-brasileiros fazem parte de um esforço do chamado Sul Global para reduzir sua dependência dos centros econômicos tradicionais (EUA, União Europeia, Japão). Isso pode levar à formação de novas cadeias produtivas e corredores logísticos entre países do Hemisfério Sul, reequilibrando fluxos de comércio e investimento.

 

     Portanto, os novos pactos comerciais entre Brasil e China representam uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento econômico brasileiro e para o fortalecimento de uma ordem internacional mais multipolar. No entanto, tais acordos devem ser acompanhados de políticas públicas que evitem a reprimarização da economia, refere-se a um processo económico onde um país, após um período de crescimento industrial, volta a depender mais de produtos primários e matérias-primas nas suas exportações, e que incentivem a diversificação produtiva, a industrialização e a inovação tecnológica.

Por: Mariana Medina em 13/04/2025

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