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  • Parceiro comercial mais antigo do Brasil

  • Fortalecimento da parceria ao longo dos anos

  • Grandes oportunidades pós Brexit

      As mídias ao decorrer dessa semana foram tomadas por uma notícia que abalou a família real mais famosa do mundo e seus respectivos admiradores: Príncipe Philip, o Duque de Edimburgo e companheiro da Rainha Elizabeth II há mais de 70 anos, veio a falecer no último dia 9. Apesar do pouco protagonismo exercido pelo Príncipe em relação aos demais membros do clã, o ocorrido voltou todos os olhares à ilha localizada no noroeste da Europa.

     Apesar do intenso estudo acerca da nação britânica e sua liderança no cenário global ao longo dos séculos, sobretudo na disciplina de história na escola, pouco se imagina que, na verdade, a trajetória econômica e comercial brasileira está diretamente ligada ao Reino Unido, e para além disso, que a parceria permanece sólida até hoje.

      A ligação entre as duas nações iniciou-se antes mesmo da formação do Estado Nacional brasileiro. Declarando apoio ao seu principal parceiro comercial - a Inglaterra - a corte portuguesa desembarcou no Brasil em 1808, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte, que havia proferido uma proibição aos demais países europeus de comercialização com os britânicos. Dessa forma, a coroa inglesa ajudou a construir a nova capital do império português, o Rio de Janeiro, ergueu estabelecimentos comerciais e industriais em cidades portuárias como Recife, Salvador e Fortaleza, e trouxe um grande fluxo de comerciantes britânicos ao território brasileiro, os quais, naquele mesmo ano, fundaram a Associação dos Comerciantes que Traficam para o Brasil.

     Já no caminho contrário, o Brasil exportava altas quantidades de suas principais produções, como café e algodão, aos ingleses. Em suma, a relação comercial entre as duas nações no período, desenvolveu o setor industrial brasileiro, contribuindo para o processo de transição social e econômica no novo Estado e suprimindo seu antigo aspecto colonial, abrindo, então, as portas para a industrialização.  

     Em um grande salto na história, os anos 90 do século 20 marcaram um pico do laço criado ao longo dos séculos. Entre 1993 e 1997, segundo relatório do Ministério das Relações Exteriores, houve um crescimento de 13% de intercâmbio comercial entre o Brasil e o Reino Unido, tornando a nação britânica a quinta maior parceira comercial dos brasileiros com a União Europeia, grupo no qual os ingleses faziam parte na época.

 

     Atualmente, a ligação entre os dois países permanece sólida. Em dados da plataforma Comexstat, em 2019, 1,31% das exportações brasileiras foram destinadas ao país europeu. Ademais, entre os produtos mais exportados no mesmo ano e para o mesmo destino, estão, em terceiro lugar, a soja (US$141,52mi), em sétimo, café (US$104,58mi), e em oitavo, farelo de soja (US$93,91mi), produtos esses com textos já feitos pela Prisma.    

      Outrossim, um estudo feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta que, após o Brexit, frutas, farinhas, óleos vegetais e bebidas alcoólicas estão na lista de 50 produtos com alto potencial de ampliação de vendas para o Reino Unido. Já sobre as vendas brasileiras, a instituição apresentou que essas potencialmente se beneficiariam em 37% com a mudança e 15% foram classificadas como produtos com maiores oportunidades após o Brexit.

     Sendo assim, conclui-se que, para muito além do que é pensado, a história brasileira está diretamente ligada aos britânicos, seja em sua formação como Estado Nacional, em seu processo de industrialização, e, principalmente, em sua trajetória comercial. O Reino Unido, como foi apresentado, é, sem dúvidas, um dos mais antigos e sólidos parceiros do Brasil, e, apesar de ser um destino praticamente certeiro para a exportação, tendo o auxílio de uma consultoria internacional, as chances de um processo de sucesso ser realizado, multiplicam-se.

   

     

Fontes:

https://bit.ly/3a7pczl

https://bit.ly/2Q3MoYv

https://bit.ly/3a7p8j5

https://bit.ly/3e5V88u

https://glo.bo/3ddWnU2

Brasil e Reino Unido: uma antiga parceria de sucesso.

Por: Fernanda Concon, 14/04/2021