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A crescente na busca por produtos sustentáveis e a posição estratégica de empresas brasileiras no Mercado Internacional

Na última semana, o governo brasileiro anunciou uma proposta histórica sobre o Mercado de Carbono, assunto que toma cada vez mais espaço nos debates sobre a crise climática. A proposta brasileira, liderada pelo Ministério da Fazenda, propõe uma Coalizão Aberta para a Integração dos Mercados de Carbono, com o objetivo de conciliar o crescimento econômico com o desenvolvimento sustentável. A busca pelo equilíbrio nos diferentes setores econômicos por inovação, pareada com um mercado que busca soluções ecológicas e sustentáveis, representa a abertura para novas oportunidades, principalmente porque o Brasil é visto como referência mundial no assunto. 

Dados do Economist Intelligence Unit – setor de pesquisa do grupo Economist – no relatório “An Eco-wakening: Measuring global awareness, engagement and action for nature” indicam que houve um aumento de 71% na busca por produtos sustentáveis no período de 2016 a 2020, com uma porcentagem ainda maior em países emergentes economicamente. Da mesma forma, a análise de dados feita pela organização não governamental WWF mostra que os setores de produtos farmacêuticos, cosméticos, moda e de alimentos são os mais afetados, com a vice-presidente sênior de engajamento do setor privado da ONG nos Estados Unidos afirmando que produtos ecológicos não se tratam mais de um pequeno setor do mercado, e sim de uma demanda global. Esses dados também são corroborados por uma pesquisa da empresa McKinsey, que demonstra que empresas com maior aplicação a indicadores de sustentabilidade tendem a ser mais bem recebidas por consumidores. Produtos sustentáveis novos no mercado norte-americano tiveram 32% melhor performance do que produtos novos que não mencionaram suas práticas de produção no período de 2017-2022.

Em entrevista, a subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, aponta que a liderança do Brasil no Mercado de Carbono simboliza não só soluções inovadoras para a descarbonização, como também contribui no estabelecimento de novos padrões de consumo, “valorizando produtos com menor conteúdo de carbono". Empresas podem aproveitar essas tendências, assim como a imagem referencial do Brasil nas discussões pelo desenvolvimento sustentável como país sediador da COP 30, para promover a internacionalização de produtos e serviços que suprem uma necessidade por posturas mais ambientalistas no mercado internacional.

Na Prisma, realizamos um serviço de Marketing Internacional que parte da análise aprofundada de mercados para garantir o melhor recebimento do produto internacionalizado no mercado desejado. A pesquisa sobre tendências de consumo permite a aplicação de estratégias que olhem para as tendências globais e coloquem em evidência as informações do produto que serão melhor absorvidas pela demanda do mercado internacional. A atenção a trends que motivam a busca de consumidores, como o “eco-awakening”, permite a aplicação de ferramentas estratégicas de sucesso advindas do olhar internacionalista.

Por Laura Zanotti Magalhães em 18/10/2025

Fontes:

https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202510/brasil-vai-propor-integracao-mundial-dos-mercados-de-carbono-na-cop30.

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2024/12/12/sancionada-lei-que-regula-mercado-de-carbono-no-brasil

https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/como-funciona-a-comercializacao-de-credito-de-carbono,88dbbc6d15757810VgnVCM1000001b00320aRCRD.

https://www.iccbrasil.org/wp-content/uploads/2025/02/Relatorio_ICC_UK_PACT-1.pdf.

https://www.worldwildlife.org/press-releases/search-for-sustainable-goods-grows-by-71-as-eco-wakening-grips-the-globe.

https://www.mckinsey.com/industries/consumer-packaged-goods/our-insights/consumers-care-about-sustainability-and-back-it-up-with-their-wallets.

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