O crescimento do setor têxtil asiático e a possibilidade de expansão do algodão brasileiro.

Por Enzo Toledo 17/07/2020

  • Dos 5 maiores compradores brasileiros, 4 são asiáticos;

  • A indústria têxtil asiática permanece em ascensão;

  • US$ 2.774 bilhões foi o valor gerado pela safra 2019/20.

     Desde camisetas até carpetes, a indústria têxtil está presente na vida de todos em diversos aspectos e, embora antiga e consolidada, continua em ascensão.

     O processo de tecelagem é milenar, entretanto, o conceito moderno de indústria têxtil surgiu apenas na Inglaterra a partir do século XVIII, com as máquinas criadas e o rápido ritmo de produção que gerava produtos em quantidades exorbitantes. Atualmente, com a modernização e adaptação das máquinas, o processo se tornou ainda maior, porém, se deslocou da Inglaterra para diversos países asiáticos que cada vez mais vem expandindo este setor. 

     Um dos principais produtos para a confecção de outros neste setor é o algodão, algo que o Brasil produz e exporta em abundância, sendo o segundo maior produtor mundial. Durante a safra 2019/20, de acordo com a ABRAPA (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) foram mais de 1.742.188 toneladas e um faturamento de US$2.774.455.233,00. Destes dados, somente em 2020, foram aproximadamente mais de 710 mil toneladas de algodão, junto de uma arrecadação de US$1.117 bilhões, a partir de dados da ANEA (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão).               

     Diante do tamanho do Brasil sobre a exportação deste bem, vê-se também sua contribuição para seu crescimento na expansão da indústria têxtil na Ásia, uma vez que, de acordo com os dados da ANEA, dos 5 países mais importadores do algodão brasileiros, 4 deles são asiáticos (China, Vietnã, Bangladesh e Paquistão, respectivamente), somando em 2020 (de janeiro à abril), mais de US$753.997.256, que representaria, aproximadamente, 67% de toda a exportação brasileira. Já no quesito da quantidade, seriam mais de 559.113 toneladas, aproximadamente 79% do volume total exportado.

     Portanto, a partir dos dados mostrados, é visível a ascensão asiática na produção têxtil devido ao consumo de grande parte das exportações de algodão brasileiras e o alto número de fábricas na região. Porém para além disto, há também importância do Brasil neste crescimento, pois de acordo com a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e a ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o futuro deste setor se dará com as cadeias globais de consumo e as redes hipertextuais, integrando os países e colocando o Brasil em uma posição importante, uma vez que é altamente participativo nela como fornecedor de matéria prima para a produção têxtil, o que pode aumentar ainda mais seu faturamento com as exportações destes produtos.

     Desta forma, embora haja a pandemia do Coronavírus, é um setor consolidado, essencial e com prospecto de futuro para o mundo inteiro e, assim, sua exportação continuará alta. No entanto, para ela ocorrer de forma eficiente, é necessário o acompanhamento e guiamento para saber quais são os mercados mais rentáveis e lucrativos, sendo esse o papel de uma consultoria, ajudando as empresas a poderem extrair maiores  proveitos destes comércios que crescem cada vez mais...

Fontes:

https://bit.ly/32vcDv0

https://bit.ly/2B8JMBg

https://bit.ly/32vcckq

https://bit.ly/30mKa7H

https://bit.ly/30oQV9h

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