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Obsolescência do gênero: a era da identidade de gênero

     Por muito tempo, o conceito de gênero correspondeu, dentro do senso comum, a todos os elementos que envolviam a identidade do indivíduo de forma geral. Pouco se sabia, ou sequer se almejava compreender, sobre a diferença entre  atração e identificação em relação ao gênero. Mais em alta do que nunca, esse debate vem criando um ambiente cada vez mais aberto e frutífero para a troca de ideias: não apenas o conceito popular de gênero vem se desgastando, como também tem sido sobreposto por tantos outros, como o de identidade de gênero.

 

     Em termos formais, a identidade de gênero¹ consiste no gênero com o qual o indivíduo se identifica, ou seja, representa como uma pessoa se reconhece: gênero masculino, gênero feminino, ambos, nenhum dos dois, entre outros. Entendida a dinâmica do termo, o que fez com que esse ganhasse tanto espaço na mídia e se tornasse temática principalmente do público jovem? Uma grande variedade de veículos de informação vem inserindo a temática das identidades de gênero que fogem do padrão tido como socialmente aceito, o que acaba por causar alvoroço e a insurgência de discursos fervorosos. 

     Ao analisar os índices de desemprego no Brasil, é evidente a disparidade entre homens e mulheres. Segundo o IBGE², o sexo feminino, corresponde a uma taxa de 13,8%; todavia, a média masculina atinge 10,7%. Já sendo possível detectar tal incongruência entre os cisgênero³, indivíduos que se identificam com a identidade de gênero que lhes foi atribuída ao nascerem, o que mostram então os números acerca da amostra que não corresponde à identificação que contempla a maioria da população?

     A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) afirma em suas pesquisas que 90% das travestis e transexuais ainda estão se prostituindo no Brasil, pois mesmo almejando um emprego formal, o preconceito latente na lógica do mercado de trabalho é um grande impeditivo. Por outro lado, existem também iniciativas que buscam amenizar esse diagnóstico excludente, tal como o website Transempregos - um portal que, a fim de aproximar travestis e transexuais do mercado de trabalho , divulga  vagas de emprego, assim como capacitações para empresas, dentre outros. Além disso, tanto empresas de grande porte, como IBM e Apple, quanto de pequeno, vide a Hamburgueria Castro, na zona sul de São Paulo, e a Casa Café Teatro, na Bela Vista, região central de São Paulo, vêm se mostrando adeptas a  iniciativas que buscam incluir os transexuais e travestis em suas equipes e cargos de chefia.

     

     É preciso reconhecer que tal engajamento ainda é mínimo, e a maioria das empresas brasileiras continua se mostrando extremamente transfóbica e despreparada quando o assunto é a inclusão dessa minoria social no mercado de trabalho. Sendo assim, as companhias acabam defasadas frente a essa onda de debates sobre  identidade de gênero que, como uma referência global, têm  buscado promover um ambiente de trabalho igualitário e livre de preconceito. 

 

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https://bit.ly/2qxaSuV

https://bit.ly/2BikhuF

https://bit.ly/1GyrrHH

https://bit.ly/2zDWNN1

https://abr.ai/2QYsGc0

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https://bit.ly/1YMYrC9

https://bit.ly/2DBaqll

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