A segurança na exportação de café em meio a crise do COVID-19

Por Débora Parolin 30/03/2020

  • A produção de café e como ela vai superar a crise;

  • Potencial de expansão em meio a crise do coronavírus;

  • As novas oportunidades da cafeicultura brasileira;

  • O protagonismo brasileiro e o positivismo no mercado de café para o ano de 2020.

     Os investidores começam essa semana atentos a disseminação do coronavírus, o impacto das medidas de isolamento adotadas pelos governos em todo mundo, deve influenciar diretamente os ativos financeiros. Entretanto, o mercado do café vem superando esses obstáculos, demonstrando um crescimento de 12% nas últimas semanas. De acordo com o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, isso é uma demonstração do início da abertura dos canais de negócios, comprovando que mesmo com o coronavírus, a demanda mundial segue aquecida.

 

     Nem mesmo o fechamento de unidades do Starbucks ao redor do globo, foram capazes de reduzir o protagonismo do café, que com buracos de fornecimento se sobrepõe às preocupações sobre a demanda, consequência do incentivo dos traders aos consumidores de garantirem suprimentos antes de possíveis interrupções. De acordo com Nelson Carvalhaes, presidente do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Brasil é protagonista na exportação global de café ano a ano, investindo largamente em produtividade, qualidade e sustentabilidade, refletindo na nossa aceitação no mercado exterior. 

 

     Mundialmente, 63% do café produzido é de tipologia arábica, sendo extensivamente sua produção concentrada na América Latina. O Brasil sozinho é responsável pela exportação de 50 milhões de sacas de café verde, chegando a uma média de produção de 25 sacas (de 60kg cada) por hectare ao ano. Desta produção, 30% é destinada exclusivamente ao mercado exportador. Somente no ano de 2019, houve um aumento significativo de 35% na exportação brasileira, totalizando um aumento de praticamente 10% na receita comparado ao mesmo período do ano anterior (R$20,8 bilhões).

 

     Ainda de acordo com a Cecafé, os produtores podem contar com o aumento do consumo e consequentemente da demanda, que já alcança em fevereiro deste ano 2% de crescimento. Neste cenário, se destaca a necessidade de identificar e analisar aprofundadamente estes novos mercados, que prometem a abertura de inúmeras oportunidades ao longo do ano, e superam as expectativas para o saldo da crise do COVID-19.

 

Fontes:

https://bit.ly/3bBFy1J

https://bit.ly/2wH3ulB

https://bit.ly/33XI0Nm

https://bit.ly/33XlN1U

https://bit.ly/2wTVDB9

https://bit.ly/2UP9Bfp

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